
Um colega japonês pode começar uma conversa com “Otsukaresama desu”. O colega no exterior consulta uma tradução literal que menciona cansaço, embora ainda seja de manhã. Antes de chegar ao assunto, os dois acabam perguntando como o outro está.
JAPANESE ARUARU

Um colega japonês pode começar uma conversa com “Otsukaresama desu”. O colega no exterior consulta uma tradução literal que menciona cansaço, embora ainda seja de manhã. Antes de chegar ao assunto, os dois acabam perguntando como o outro está.

Você vai descartar uma impressão errada, mas um colega japonês vira a folha: “Este lado ainda serve”. Algumas folhas viram um bloquinho. No verso das anotações de hoje, os documentos encerrados continuam trabalhando.
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Ao chamar um colega em inglês, uma pessoa japonesa pode começar com “Sorry”, como usaria sumimasen. O colega levanta os olhos: “O que aconteceu?”. Só precisa de uma caneta emprestada, mas primeiro vem a explicação de que não aconteceu nada.
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Um parceiro de trabalho japonês pode organizar os cartões de visita recebidos na ordem em que as pessoas estão sentadas. Um colega muda para a cadeira ao lado, e um cartão também muda de lugar. As pessoas trocam de assento, e o pequeno mapa de papel acompanha.
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Ao receberem o convite para sentar, colegas japoneses podem trocar olhares e esperar um pouco. O colega já está sentado enquanto as outras cadeiras se movem uma a uma. Há lugar para todos. Só falta decidir quem senta primeiro.
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Um colega pergunta qual é o sabor do doce que ganhou do colega japonês. A explicação pode demorar: “É de feijão, mas é doce…”. Enquanto isso, o colega dá uma mordida. O doce termina de se apresentar antes da explicação.
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Ao marcar uma data, um colega japonês pode repetir o mês e o dia. O colega repete os números e acaba apontando para o calendário. Depois de algumas voltas na conversa, os dois números finalmente encontram um único quadradinho.
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Na saída do trabalho, um colega japonês pode tirar um guarda-chuva dobrável da bolsa. O colega se aproxima para dividir e percebe como ele é pequeno. Os dois olham o céu, depois o guarda-chuva. A distância a pé acaba de virar assunto.
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Colegas japoneses podem concordar com a cabeça durante uma explicação e ficar em silêncio quando vem uma pergunta. O colega confere a tela: as cabeças continuam se mexendo. A conexão funciona. Só a resposta ainda não chegou.
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Numa reunião, um colega japonês pode estender a mão para a xícara, olhar para quem está à frente e recuar. O outro colega também para. A conversa já está andando. Só o café continua esperando o sinal para começar.
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Um colega japonês pede sugestões para almoçar. O colega indica alguns lugares e pode acabar comparando fotos e cardápios com ele. Distância, porções, o almoço de ontem… A reunião da manhã terminou, mas a pauta do almoço continua em aberto.
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Na hora da foto em grupo, colegas japoneses podem ir se juntando nas pontas. Pela câmera, o colega vê um espaço bem no meio. Está todo mundo ali, mas a foto parece estar esperando mais uma pessoa.
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Ao conhecer um contato profissional japonês, os dois podem oferecer seus cartões ao mesmo tempo. Enquanto liberam uma mão para receber o outro, os cartões esperam no ar. Antes de conhecer os nomes, é preciso decidir qual mão vai primeiro.
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